O sétimo livro

7º livro

12:51:282020-09-2412:51:32 PM 09/24/2020




Este é o sétimo livro, deu muito trabalho para entregar, andei muitas vezes até a aeronáutica, mas a maioria das vezes sem nenhum resultado. Não iria deixar o livro em um protocolo, assim continuei insistindo para entregá-lo pessoalmente, ou como nos outros casos no Gabinete do Brigadeiro. Fizeram muitas restrições e eu deixei um livro, mas não sentia que a missão estava cumprida, essa é uma mensagem que me vem e que me libera daquela parte da tarefa.

Uma semana depois de ter deixado o livro comecei a ter novamente as visões do projeto para a Aeronáutica e a cobrança não demorou a vir; A missão não estava cumprida, das duas uma ou entreguei o livro a pessoa errada, já que são muitos comandos, ou o livro ficou perdido entre papeis e não chegou as mãos do Brigadeiro, Comandante da aeronáutica naquele momento.

Voltei até eles e o moço me disse que o livro ainda poderia chegar, tentou se informar no protocolo, mas nada foi localizado o que não me espantava, afinal todos os livros tiveram em algum momento fora da visão das fontes.

A única que teve o livro o tempo todo e sem poder lê-lo, era eu.


Voltando a sensação de que a tarefa não estava cumprida ainda tive alguns sinais durante as semanas seguintes que o livro não estava com quem deveria. Me passou pela cabeça que alguém encontrou o livro e decidiu lê-lo, mas também não poderia acontecer, os livros eram entregues dentro de envelopes e destinados a pessoa corretamente, uma pessoa amiga que conhecia os hábitos dos militares me disse, muitos livros no final do ano são separados por eles e doados aos assessores e amigos próximos, o número de presentes que recebem é muito grande, lembrei da pilha de livros que o General me disse leria pela ordem de chegada, poderia realmente ter acontecido, era ainda final de ano, o que se presume a  limpeza de mesas para não deixar coisas para o próximo ano, eu fazia isto quando funcionária, procurava ajustar o trabalho para não deixar coisas pendentes e lembro de algumas vezes ter feito doações de livros que não despertavam meu interesse.

Aí ficou pousada a dúvida e decidi que entregaria outro e de outra forma.

Fui até o aeroporto e descobri que lá depois do aeroporto tem uma base da Aeronáutica, preparei outro livro, desenhei novamente a mesa no bilhete e levei até esta base, relatei ao encarregado que já tinha feito uma entrega, mas que provavelmente o Brigadeiro não tinha recebido o livro, ele leu o envelope e me disse:– realmente não, este não é o Comando Geral, o nome do atual Comandante e este, o que a senhora entregou é um Subcomando.


Voltei em casa troquei o envelope, subscrevi agora corretamente e neste mesmo dia fui a base novamente e deixei com a mesma pessoa que me esclareceu o engano. Enquanto me encaminhava para lá os planos todos me foram mostrados e fui advertida a colocar meu número de telefone pois eles teriam que ter presteza em agir porque eram ações que requeriam estudos dos movimentos que precisariam ser coordenados com a terra (Exército), a água (Marinha) e eles, não agiriam sozinhos e ainda teriam muitas ações a estudar com as Forças auxiliares, que eu entendi como Polícias Militar e Federal ou até outras como rodoviária, mas isto caberia a outro comando que estava do outro lado da mesa.

Também era mostrado que havia na mesa dois Generais cinco estrelas, era desenhado assim para mim e uma das cadeiras com cinco estrelas estava o comando das Forças Auxiliares, cada estrela representava uma polícia, contei todas e vi que realmente ali estavam todos os militares ou civis que trabalham na defesa do cidadão e tarefas destinadas a organizar e solucionar problemas dentro das cidades, nas estradas, em combate ao fogo, operações de controle e segurança de governos.

Quando chegamos novamente a base ainda tinha na cabeça a farda amarela, ou caqui que hoje já foi substituída em muitos Estados, mas que para mim eram bem familiares, cheguei a cuidar destas fardas quando casada com um militar que compunha a segurança do Gabinete do então  Governador Álvaro Dias, também um primo as usava, era o Presidente do Aeroclube de Curitiba, hoje Coronel reformado.

Chegamos em tempo de deixar o livro com a pessoa que me atendera e fui para casa agora certa que a tarefa estava cumprida.

Quero também registrar que o Brigadeiro atual já recebeu o livro dele, entregue nas mesmas condições, espero que já esteja com ele. Na troca de Governo também aí houve substituições  e me foi designado que deveria refazer aquela tarefa dando agora ao atual o presente que Deus destinara aos Comandos, era assim que recebia as ordens para as entregas aos militares, assim a Aeronáutica tem três dos livros que Deus mandou entregar, havendo necessidade outros serão entregues, mas também um Coronel reformado da mesma Força recebeu o livro em mãos.

O próximo livro só foi entregue em março do ano seguinte, deixando aqui claro que não por vontade minha, mas dependia de uma loja para compra dos livros, dependia de um correio para a entrega dos mesmos quando os pedia por revenda via internet e mais do que isto era preciso que todos já tivessem voltado das festividades de final de ano e férias que se emendavam até o carnaval, assim em março consegui voltar a atividade dos livros, mas esta história vai ficar para o próximo texto.



Maria do Rocio

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