Aventuras em Brasília



Meu primeiro ano só, assim como fui as compras no supermercado, também fui as lojas para comprar algumas coisas para mim e lembranças para pessoas a quem sou sempre grata.
Fui de UBER, era uma piada, já tinha tido duas experiências amargas com o tal do aplicativo, mas isto é outra história, nesta eu fui as compras de Natal, sem esquecer do meu presente.
O carro chegou na portaria do Hotel e eu desci para sair, entrei no carro e combinei com o motorista que iríamos ao Brasiliam Shopping primeiro, eu iria ficar por ali até a hora do almoço e então o chamaria novamente para ir até o Conjunto Nacional onde tinha marcado horário com a manicure e o salão, não errei não, aqui as manicures trabalham separado dos salões e eu escolhi assim porque não me adaptei muito bem com a manicure do salão, pedi minha unha a francesinha e ela cobriu metade da minha unha de branco, um caso sério, desisti.
Entrei no shopping e fui as compras, comecei pelo meu presente, sempre os comprei, então não era nem uma surpresa, nunca foi. Tenho por hábito deixar coisas como joias, ou roupas mais caras, um outro presente que represente um valor mais elevado, para me dar de presente, faço tudo do meu jeito, se vou a joalheria e porque considero que eu mereço, assim me presenteio nas ocasiões especiais e como descrevi de maneira especial.
Tinha visto uma pulseira a uns dois meses e fiquei só namorando ela, hoje era o dia, fui direto para busca-la.
Aqui está senhora, peguei a pulseira e nem sequer coloquei no braço, ela se abriu e....algo caiu. Era o fecho da pulseira...
- A senhora pode aguardar eu vou achar outra em uma das outras lojas.
Ela juntou a pecinha e eu já me preocupei, mas concordei e disse a ela, que estaria no shopping até o meio dia...
- Este e o meu número de telefone assim que você conseguir pode me chamar.
Sai da joalheria, que não vou dar o nome, por motivos que já possam imaginar e continuei olhando o que previamente havia escolhido, hoje era só o dia da compra, assim levei até a roupa de cama, banho, tudo novinho, precisava de estreias e o hotel não fornecia nada, você compra tudo, quando tem é sempre bem surradinho, hoje eu já tenho roupas para cama normal, casal, king, etc...
Peguei tudo o que queria, as lembrancinhas para as secretárias e nada da ligação da joalheria, pensei em desistir, mas eu queria tanto aquela pulseira, decidi almoçar e esperar mais um pouco, meu compromisso com o motorista era as treze horas, daria tempo.
Almocei e decidi que iria embora, não era para comprar aquela joia, estava indo para a saída e a moça veio correndo atrás de mim
- Senhora, senhora, a sua joia esta pronta.
- Você não me ligou, eu já estou no horário do meu compromisso...
- Já esta tudo pronto, já preenchi a sua garantia, só precisa passar o cartão, faço isso rapidinho.
Como estava bem perto decidi meio a contra gosto, mas ainda encantada com a pulseira.
Olhei muito bem, coloquei no braço, nada se soltou, fiz o pagamento e sai para a manicure.
A joia guardei na bolsa dentro da caixinha de presente e com o cartãozinho, cortesia da moça da loja.
Passei no Conjunto Nacional, o motorista também voltaria em duas horas e trinta minutos, não precisava ficar me preocupando em identificar outro carro, este era o conhecido do dia e até me ajudava com os pacotes, o que comprei no shopping, ele guardou no porta malas do carro e eu desci para novas compras.
Assim foi tudo de acordo com o que eu queria, isto foi uma semana antes do supermercado.
Terminei o dia como sempre faço, na panificadora, ali é que me reabasteço para a próxima saída, sempre no exagero. Cheguei em casa já eram dezesseis horas e bolinhas. O motorista me ajudou a levar as compras, não lembrei que existia carrinho, paguei o UBER e ele me deu um cartão para que eu o chamasse quando necessário, é claro ganhou o dia todo, mas para mim era tranquilo assim.
Do jeito que joguei tudo para dentro ficou, fui direto para o banho, fiz um lanche rápido, me joguei na cama com um livro que comprara e só acordei no dia seguinte. Acho que li umas quatro páginas, muito bom o livro, mas eu estava quebrada.
Os dias se passaram e chegou o Natal, meu presente ainda estava na caixinha, mas foi para a sala perto da árvore de Natal de quarenta e cinco centímetros, decoradinha, tudo para a data não passar em branco.
Aguardei até as vinte e três horas e trinta minutos, coloquei a mesa, como já relatei, faltou o saca-rolhas, mas ali estava, ainda aguardei que alguém me desejasse Feliz Natal, mas os de sempre já tinham me ligado e a ligação que esperava, não veio.

Abri os meus presentes e me maravilhei com tudo o que comprei, a pulseira foi o último pacote que abri. Coloquei-a no braço e fiz a minha ceia, me desejei um Feliz Natal, e não me arrependi de nada, estava só, mas estava feliz, precisava desta liberdade.
Como não pude tomar o vinho, passei o Natal na companhia do aniversariante e só bebi o suco de uva que faço a ceia com o Senhor.
Fui dormir as três da manhã, fiquei lendo o livro do outro dia, pronta para dormir. O que não percebi é que estava sem a pulseira, levantei, olhei a cama, fui olhar a sala, a cozinha e por último o banheiro, lá estava ela, quebrada no mesmo lugar e agora a pecinha já não estava por perto, ela estava dentro da banheira, foi fácil deduzir que a água levara o fecho.
Fiquei um pouco triste, mas era hora de dormir e tinha uma dona de joalheria que teria que dar conta do que havia feito.
foram seis meses para conseguir outra,
- esta na garantia, a senhora precisa aguardar que nos mandem o outro fecho.

Aguardei, certo dia me ligaram e fui buscar o presente que havia comprado.






 

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